quinta-feira, 22 de outubro de 2009

JOVENS, GESTANTES E DROGAS


Jovens, gestantes e drogas


     Neste artigo, Luiz Gonzaga Bertelli*, presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE, da Academia Paulista de História, alerta sobre os riscos do consumo de bebidas acoólicas durante a gravidez.
     “O consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez pode provocar alterações físicas, cognitivas e comportamentais irreversíveis nos bebês” - eis aí uma recomendação que deveria constar dos rótulos de garrafas e latas que circulam pelas baladas.
     Reavivar o debate sobre a Síndrome Fetal Alcoólica foi o trunfo de Isabela Molina Silva e Andressa Fernanda Augustin, estudantes de psicologia da Universidade Estadual de Maringá/PR, que venceram o VIII Concurso Nacional de Monografia, promovido pelo CIEE em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).
     O tema escolhido pelas vencedoras ganha relevância, quando cotejado com reportagem publicada pelo Diário de S.Paulo em 19 de junho. Pautada por pesquisa da Pontifícia Universidade Católica, a matéria revela que cresceu em 107% o número de pacientes na faixa etária de 10 a 18 anos que recorrem ao Sistema Único de Saúde (SUS) à procura de cura para o alcoolismo.
     A repórter Cristina Christiano ilustrou a matéria com o caso de Roberto (nome fictício) que, aos 15 anos, já sentia os efeitos do álcool tanto no seu rendimento escolar quanto no relacionamento com os pais.
     As bebidas foram a porta de entrada para drogas mais fortes e uma vida de criminalidade que culminou com o acidente de carro que matou toda sua família.
     A extrema facilidade na compra das bebidas, a tolerância social para seu consumo, a publicidade escorada no carisma de artistas e jogadores de sucesso e, muitas vezes, o exemplo dos pais são fatores que tornam o alcoolismo a face mais perversa do consumo de drogas lícitas, que vem ceifando cada vez mais o futuro e vidas entre nossa juventude.
     Há tácita concordância na condenação do uso de drogas ilícitas, como a cocaína, o crack e tantas outras.
     E o mesmo, após décadas de campanhas, vem ocorrendo em relação ao fumo, outra das drogas lícitas, que felizmente está sendo banida de quase todos os ambientes, com amplos benefícios para a saúde da população e alívio dos serviços de saúde.
     Muito já foi feito, mas muito mais está para fazer, e é a consciência dessa responsabilidade que move o CIEE a coordenar a campanha antidrogas nas universidades, que em oito anos já contabiliza 60 seminários e oito premiações a estudantes. Afinal, informação - e formação - é a grande barreira que separa as estudantes Isabela e Andressa do jovem Roberto”.
     *Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE, da Academia Paulista de História - APH e diretor da Fiesp

A RELAÇÃO HISTÓRICA ENTRE SEXO E DROGA


A relação histórica entre sexo e drogas


Por Magda Gazzi
     Drogas são substâncias naturais ou sintéticas que produzem alguma mudança mental ou física ao entrarem no organismo, modificando assim suas funções.
     Há drogas cujos uso e comercialização são permitidos por lei como o tabaco, o álcool, os calmantes, os estimulantes ou depressores do apetite, por exemplo.
     As drogas naturais vêm de algumas plantas, de animais e de alguns minerais. Ex.: cafeína (café), nicotina (tabaco), ópio (papoula), THC (maconha).
     As drogas sintéticas são produzidas em laboratório.
     Não há como falar em drogas sem fazer referência aos efeitos nocivos ou às suas possíveis consequências em relação à sexualidade.
     As palavras sexo e drogas pareceram historicamente possuir um "e" entre elas. Como se o consumo de drogas e a atividade sexual fizessem parte de um mesmo comportamento.
     Isso tudo porque existe a idéia de que o prazer do ato sexual é potencializado pela ação de substâncias químicas!!!
     Relatos históricos parecem confirmar essa crença onde as drogas eram associadas a afrodisíacos:
     - os egípcios usavam a mandrágora
     - os hindus usavam a maconha e a datura
     - na Grécia Antiga, usavam o vinho e o ópio nos cultos dionisíacos
     Porém, o que os estudos nos mostram é que a sexualidade é afetada pelas drogas de diferentes formas:
ÁLCOOL: o uso crônico tem uma ação depressora do Sistema Nervoso Central(SNC) contribuindo direta ou indiretamente para , dificuldade de ereção, redução dos níveis de testosterona e do número de espermatozóides, redução da secreção vaginal (diminuindo a lubrificação), redução do desempenho sexual, dificuldade de orgasmo e outras disfunções sexuais.
     Uma pesquisa da UNIFESP nos diz que o uso do álcool aumenta a sensibilidade das meninas, controlando a ansiedade e fazendo com que fiquem mais desinibidas e soltas, porém, dificulta a sensação de prazer.
     E para os meninos, podem perder a ereção porque o álcool reduz o controle muscular.
     As disfunções sexuais chegam a atingir mais de 80% dos dependentes de álcool.
TABACO:o uso crônico do tabaco pode levar a piora dos sintomas menstruais, à redução de testosterona, à piora na capacidade de ereção e à dificuldade de excitação, devido à vasoconstrição nos órgãos eréteis (pênis e vagina), provocando diminuição de entrada de sangue nesses órgãos.
MACONHA: o abuso no uso da maconha prejudica a excitação sexual e o orgasmo.
COCAÍNA: seu uso inibe o desejo sexual pois, a necessidade de falar, de se movimentar e de se manter em atividade física, faz com que o sexo fique em segundo plano.
     O uso crônico leva à dificuldade para manter a ereção e prejudica a ejaculação.
     Os sintomas persistem algum tempo após a abstinência.
CRACK: está associado ao aumento da atividade sexual, devido aos usuários procurarem a prostituição como forma de conseguir dinheiro para adquirir a droga.
     Na realidade o uso do crack diminui a libido e causa disfunção sexual em homens e mulheres.
ANFETAMINAS e MDMA: o Ecstasy é conhecido como "a droga do amor", pois aumenta a sensibilidade, sensualidade e o desejo sexual, mas, ele afeta diretamente a ereção, a ejaculação e o orgasmo.
     Através destes exemplos vê-se que a sexualidade é afetada pelas drogas. O usuário contumaz, dependente, torna-se incapaz de experimentar e viver trocas afetivas verdadeiras, de enriquecer-se com o relacionamento interpessoal, de compartilhar a intimidade e o prazer.
     O uso de drogas também relaxa os cuidados com a prevenção. Assim, as pessoas sob efeito de drogas, deixam o preservativo (camisinha) de lado com muita facilidade. Por isso o crescente número de HIV/AIDS entre os usuários de drogas e seus parceiros sexuais.
     Dados da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual comprova a relação direta do consumo de álcool e a diminuição do uso de preservativos: 73,7% dos entrevistados numa pesquisa, que usaram álcool e tiveram relação sexual na noite anterior, NÃO tinham usado preservativos.
     Além de outras consequências na vida, o consumo de drogas aumenta a frequência de parceiros sexuais casuais e a chance de uma prática sexual de risco.
     Os usuários crônicos de drogas tem como consequência a diminuição do interesse e do desempenho sexual.
     São também sérios candidatos as Doenças Sexualmente Transmissíveis, e as DSTs é o principal fator facilitador da transmissão sexual do vírus HIV, pois as feridas nos órgãos genitais facilitam a entrada do vírus da AIDS.
     Por todos esses motivos, seja mais inteligente e seja adepto do sexo saudável e protegido.
     Use sempre o preservativo e lembre-se : "Do que é meu, cuido Eu" .... Previna-se e tenha muito prazer!
     Mais artigos podem ser conferidos no blog: